sábado, 21 de agosto de 2010

~;

Quando eu paro pra pensar eu sempre me perco dentro de mim mesma. É como se eu fosse um labirinto que na verdade não tem nem inicio nem fim; talvez tenha algum inicio que ninguém conheça, mas um fim não. Eu me recuso a ter um fim. Eu posso começar aqui e dar milhões de voltas, mais pensar que eu posso ter um fim dói, machuca, incomoda.
Na verdade todo fim dói. Fim de novela, de livro, de namoro... Fim de uma vida. A palavra fim deveria não existir, pelo menos assim nós não precisaríamos concluir tudo com o, maldito, fim!
Às vezes eu posso sentir os sentimentos mais diversos passando por dentro de mim. O pior de tudo é quando todos esses sentimentos resolvem atravessar o meu corpo por pura brincadeira, por pura maldade. Me sinto uma grande palhaça divertindo todos esses sentimentos. O amor brinca comigo sempre fazendo cócegas nos meus pés e me incomodando, a saudade faz questão de morder minhas bochechas só pra eu sentir dor, a raiva enche minha paciência beliscando meu braço só pra me enfurecer... Até o sentimento de perda não me deixa em paz, sempre derrubando tudo que eu seguro na mão... Eu não tenho controle algum sobre mim e meus sentimentos. Na verdade eu sou COMPLETAMENTE dominada por eles. Apesar de brincarem muito comigo, é sempre pensando neles que eu ajo. A razão poucas vezes me domina, são sempre meus queridos e odiados sentimentos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário